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CORONAVÍRUS

Pastor que negava gravidade da pandemia muda de ideia após ‘vale da sombra da morte’

Dinho retornou ao púlpito mais de cem dias depois e nele elencou o que hoje considera “avaliações erradas que fiz sobre o período da pandemia”

09/01/2021 09h30
Por: Jorge Rocha
Fonte: Sertao24horas
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Recebeu alta médica nesta quarta-feira (14) o pastor Gladiston Amorim, conhecido por pastor “Dinho”, da Igreja Ministério Atos de Justiça, em Campo Grande. Ele foi internado no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) no dia 23 de agosto, dias depois de gravar um vídeo em que elogiava o uso da Cloroquina em pacientes que contraíram o novo coronavírus.

Pastor chegou a dizer que testar positivo para o vírus seria importante para “conhecer mais da doença e poder ser útil para outras pessoas que não têm acesso à informação” – dito em vídeo publicado em redes sociais.

Gladiston ficou internado por 50 dias e teve a saída do hospital onde estava internado registrada por vídeos hoje. (Veja o vídeo acima)

Pastor Dinho teve piora do quadro clínico em poucos dias depois de sentir os primeiros sintomas da doença, ainda em agosto. Mesmo fazendo uso de remédios defendidos pelo próprio pastor, como a hidroxicloroquina, não teve jeito e Gladiston precisou seguir para o tratamento intensivo.

Ainda com a suspeita de ter contraído o vírus, o pastor gravou um vídeo dizendo que as pessoas estavam morrendo por falta de tratamento precoce da doença. No vídeo, o pastor chegou a citar os protocolos de controle apresentados pelo ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta.

No mesmo vídeo, Dinho falou sobre uso da Cloroquina, sem comprovação de eficácia por parte do especialistas para casos de covid-19. Em outras publicações, ele chegou a falar sobre o uso de “kit” para tratamento precoce da covid.

 
 

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